3 de abr de 2013

Que não demora pra essa dor sangrar

Da estupidez, a culpa. Do descuido, o receio. Me perseguem. Assim como a insônia me persegue, as neosaldinas, as gastrites provocadas pelo exagero na cafeína, o sedentarismo, a alimentação péssima, os cigarros sem vontade, as enxaquecas pelos óculos fracos, as leituras demasiadas e o tédio. Todos me perseguem. Uma falta que não sei porquê insiste em bater. A solidão continua a me perseguir. Sigo com poucos amigos, penso que os que tenho são suficientes, apesar de distante. Minto, mas que são os melhores, não posso negar. O caminho do bar me persegue, apesar de ser um caminho. Caminho com pegadas de ser trilhado incansavelmente.
Tem sido difícil, mas não é um lamento. Uma dificuldade boa igual aquela que meu pai disse que bom quando disse que as novas aulas estavam complicadas. Esse espaço chamo de meu, tenho horários bizarros e ninguém reclama dos barulhos em plena madrugada, a tediosa faxina parece me enobrecer. Maresia de um mar invisível.
Estúpido como um prego sendo pregado por um velhote que sofre de Parkinson, sim, senhor. Depois de mil marteladas, o prego ainda permanece sem capacidade alguma de pendurar coisa alguma. Enfim, sinto culpa pela infantilidade e imaturidade. Blablablás moralistas que parece que perseguirão eternamente. Falo com um orgulho fingido e sinto falta sem motivos. Um fim procrastinado com desrespeitos mútuos, falta de privacidade e orgulho; de escândalos quando já não havia mais o que ser feito. Peço desculpas pelo novo fatídico e escrevo pra esquecer sem estar embasbacado. Um pouco arrependido e saudoso, embora convencido.

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