28 de nov de 2010

sinas de eterna ansiedade

o sofrimento não é minha sina,
tampouco a infelicidade.
já não acredito
na ideia ilusória
de ser feliz
e a dor
já se instala
em meu âmago.
o que me atormenta
é o acaso.

21 de nov de 2010

A construção da felicidade, do amor e da religião

O grande herói grego habitante da cidade de Esparta entediava-se durante o período entre-guerras.
Depois de ter vivido tua sua infância em uma educação rigorosa, treinamentos árduos e uma disciplina exemplar; o sentido disso tudo se perdera.
Derrotaram todos os inimigos dos arredores de sua cidade-estado, conquistaram uma legião de escravos a ponto da população cativa ser ainda maior que a população livre. Tornaram-se conhecidos como os mais poderosos de todo o Velho Mundo.
Sem mais objetivo a ser atingido e cansado do ócio que era a única ocupação do exército após a última batalha, reuniu todos os guerreiros espartanos no senado.
Buscou sugestões sobre ocupações, discutiram e não chegaram a solução alguma. Mandaram chamar um sábio de Atenas, cidade vizinha.
O anfitrião ao chegor a cidade percebeu claramente o conflito e lembrou-se de sua infância quando passou pelo mesmo problema em sua cidade natal.
Disse para os soldados que três coisas importavam na jornada vital: dinheiro, sexo e limpar a consciência depois de colocar as duas outras coisas em primeiro lugar.
Após adquirir uma boa quantidade de dinheiro, o homem poderia dizer-se feliz. Depois de experimentar o sexo de diversas formas e com diversas pessoas e encontrar alguém que melhor satisfazesse poderiam dizer que amavam alguém.
A terceira busca era a mais complexa de todos, entretanto era a que mais poderia livrar do tédio. Após ser feliz e amar, os homens teriam praticado uma quantidade absurda de atrocidades contra si mesmos e contra os outros homens. Dessa forma necessitavam uma limpeza de consciência. Então formaram o papel de deus nas suas vidas.
A busca pelo encontro de deus deveria se dar após a conquista dos outros dois princípios afim de limpar os erros e ter uma vida plena.
O sábio disse que nunca encontrara, mas que o tédio nunca mais o havia artomentado também.
Com um ar pesado pensava na troca e fazia avaliações sem concluir nada.
Os espartanos nunca mais se entediaram, mas também nunca mais foram plenos.

7 de nov de 2010

Poema da falta de tema

do absoluto eterno relativizado
ignorava verdades insípidas.
disfarça conhecimentos inexistentes
com discursos pré-concebidos.

falava de forma circular,
não pelo prazer de ser prolixo,
nem por exercício narcisistico:
masturbações lexicais.

muito falava para pouco sentido
e fingia que chegaria a teses inovadoras
mas no fundo do âmago e do Ser
carregava uma certeza

nada a dizer.